Semana Santa - Esperando com Maria, a Mãe, a Feliz Ressurreição do Filho Jesus

Nunca mais em sua vida, ela poderia fechar os olhos, sem se lembrar do Filho, pendido na cruz, fixo no seu, buscando forcas para uma última recomendação. Seus ouvidos nunca mais se esqueceriam daquele grito de entrega que cortou os céus, que fendeu a terra, sulcando-a com sofreguidão. Nunca mais se apagariam as manchas daquele sangue tão amado, que se atacava à suas vetes como, um dia, estivera seguro em suas entranhas.

Era sábado, e a Mãe estava num canto da casa. Sentada junto à janela, ela contemplava o céu. O olhar perdido.

Haviam levado seu Filho.

Aquele mesmo filho que, numa noite fria, entre palhas e trapos, viera ao mundo e iluminara toda sua vida, que a surpreendia a cada instante pelas respostas tão cheias de sabedoria, pela obediência tão dócil, pela bondade tão infinita e sincera, pela desenvoltura e firmeza em frente à Lei, aos abusos da Lei, às injustiças, as dores de todos os tipos e causa. Nada lhe era indiferente.

E ela o amava reverentemente, como mãe e como serva. Como só ela podia entender. Segredos entre Maria e seu Deus.

Naquela noite, ela estava só.

No colo, a coroa do seu Cristo Rei, cheia de espinhos embebidos de sangue.

As palavras do velho Simeão, parecia ouvi-las naquele instante a prometer-lhe o gládio no peito.

E ela sentia que a espada havia sido fincada até a última célula de seu ser.

Mãe dolorosa!

Ninguém conseguia removê-la daquela cadeira junto à janela. Ela permanecia à espreita.

Desde sempre ela soube como seria a história do Messias, do Servo Sofredor, do Cordeiro de Deus. Ela sabia que lhe arrancariam a barba, que cuspiriam no rosto, que lhe sorteariam a veste.

Ela sabia que Ele salvaria o mundo e. ressuscitaria.

Maria estava à espera da ressurreição! E aguardava o Filho com a mesma ansiedade com que o esperava voltar do poço, ainda pequeno, com o balde cheio de água fresca e um sorriso farto, ou voltar, já grande, de Jerusalém ou de Cafarnaum, com as roupas carregadas de pó e o coração de alegrias.

Ela esperava e enfrentou a vigília da noite, como tantos anos antes, enfrentara a Estrada que ia até Belém.
Longa noite. Mergulhada em seu Deus e Senhor, ela teve tempo para vasculhar o céu à procura da estrela de Belém. Sim, ela ainda brilhava mais do que todas as outras, cintilava, reluzia, quase crepitava como uma labareda na noite longa e escura.

Era uma questão de horas. Como ela, um dia, o universo contorcia-se de dor e da mais profunda felicidade, pois o Filho iria ressuscitar.

Ela bem sabia, desde aquele dia da encarnação, que Deus não se manifestava violentamente. Por isso, ela não ouviu a pedra rolar, a terra tremer.

Era uma questão de horas.

Mas quando o vento manso da aurora sacudiu as primeiras folhas e um raio fúlgido, tênue e cristalino surgiu no céu, ela soube, com toda certeza, que Ele estava vivo.

Como o sol atravessa o puro cristal, a Mãe teve seu Filho de volta. Ressuscitado. Glorioso. Mas seu Filho.

Como foi o encontro, não e possível explicar: uma questão de mistério, de segredos entre uma mãe e seu filho, entre Deus e Maria, entre o Senhor e sua Serva.

Exultavam o céu e a terra em Deus, nosso Salvador!

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