Fátima e o Evangelho

Quando, por exemplo, afirmamos que a Mensagem de Fátima coincide com o Evangelho, poderíamos estar apenas a repetir uma verdade óbvia, um lugar comum,digamos:já que, se ela não coincidisse como Evangelho, teríamos de rejeitá-la como falsa.

No entanto, tal afirmação, assim sem mais nada, pode ser também um modo de reduzir que o caráter dinâmico da Revelação divina, que alimenta nossa fé, quer o significado de tal mensagem.

Porque ela coincide com o evangelho e não é supérflua, torna-se necessário esclarecer em que é que nela o Senhor Jesus, presença pessoal da palavra eterna de Deus no mundo criado, diz algo de especial aos homens deste século.

Aí se situa, em primeiro lugar, a exigência de rigor na doutrina que se expõe a propósito de Fátima.

Além disso, uma vez que a teologia esta ao serviço do Magistério, ela não tem apenas o direito de reclamar o fornecimento da documentação necessária ao seu estudo; deve exigir que lhe facilitem esse estudo.

Em qualquer dos casos, e sujeitando-nos à correção, quer do Magistério, quer da Teologia – tomando Fátima no sentido explicado acima, ela é um dos mais fortes, se não o mais forte eco das palavras com que Jesus inicia a sua pregação:’Terminou o prazo e está próximo o Reino de Deus. Fazei penitência e crede no Evangelho. MC 1,15; crf Mt 4,17′.

Esta é a síntese da pregação de Jesus segundo São Marcos: fazer penitência e acreditar no evangelho, ou seja, voltar para Deus, acreditando no amor com que nos confia o mundo e se faz nosso companheiro de viagem.

Ora, reparando bem, é também nisto que podemos resumir tudo quanto nos tem dito Fátima, desde maio de 1917, mas incluindo as recordações que vinham da primavera anterior (aparições do anjo) até aos acontecimentos dos últimos meses, quando, se nos mostrou o Vigário de Cristo, mais uma vez, agradecendo à Virgem Santíssima o carinho maternal com que tem protegido o seu pontificado.

Aliás, Fátima tem isto de particular, que pode ser mais um elemento a favor de seu caráter evangélico: é que aí tudo, mesmo as aparições do Anjo e as visões posteriores a 1917 aparece centrado no carinho de Maria,ou seja, a mãe de que Jesus fez dom aos homens, para que os homens tivessem como porta da filiação divina, aquela que para ele fora porta da filiação humana.

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