A Paróquia

Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Muitos dos primeiros moradores do bairro do Sumaré, tiveram elos e suas vidas ligadas à Paróquia e deixaram seus nomes gravados na sua história.

Os Desio, Morrone, Toledo, Queiroz, Oliveira Ribeiro, Arnaldo Ferreira, Fernandes Costa, Costella, Prudente Correia, Santos, Fonseca, Patella, De Bonis, Castro, Eça, Silva, Ricardina, Albina, Cirilo, Basile, Cury, Eça e claro muitos outros que jamais serão esquecidos pelo apoio que deram, serviços prestados e pela dedicação que doaram à sua paróquia. Destacamos também Arnaldo Amado Ferreira e sua esposa, Margarida Monteiro de Barros Ferreira...


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Rio de Janeiro (RV) - A construção do Cristo Redentor do Corcovado é considerada um grande marco da engenharia civil brasileira. Erguido em concreto armado, o monumento é revestido de um mosaico de pedra-sabão originária da região de Carandaí, em Minas Gerais, que foi trabalhado pelas senhoras da sociedade carioca da época. A construção foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre Lazarista Pedro Maria Boss, à princesa Izabel, mas a ideia só tomou corpo em 1921, quando se reuniu, no Circulo Católico, a primeira assembleia destinada a discutir o projeto local para a edificação do Cristo, a ser construído para comemorar o centenário da independência do Brasil, no ano de 1922. Entraram na disputa o Corcovado, o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio. Optou-se pelo Corcovado pelo seu grande pedestal e pela ótima localização, sendo possível a sua visualização de várias zonas da cidade. O projeto escolhido foi o do engenheiro Heitor da Silva Costa.  A pedido do cardeal Dom Sebastião Leme é organizada, em setembro de 1923, a “Semana do Monumento”, uma campanha nacional para arrecadação de fundos para as obras. A sociedade em geral se mobiliza. Vendem-se rifas, fazem-se festas, escoteiros pedem dinheiro nas portas das casas e até as tribos dos Bororós, do estado do Mato Grosso, contribuem para tornar esse sonho uma realidade. Entre os anos de 1921 e 1923, Heitor da Silva Costa trabalhou em seu projeto, ao fazer os desenhos em parceria com o pintor e gravurista Carlos Oswald, além de fazer também os estudos relativos ao material a ser utilizado e ao tamanho final do monumento. Em 1924, o engenheiro vai à Europa para escolher um escultor para desenhar a maquete final do seu projeto e contratar um engenheiro calculista. Dentre diversos escultores, sua escolha recai sobre o francês Paul Landowski, devido a seu estilo sem exageros modernistas, que a obra não comportava. Silva Costa escolheu também o engenheiro francês Albert Caquot, grande mestre em cálculos estruturais da época. As obras de edificação do Cristo Redentor são iniciadas em 1926. Heitor Levy é o engenheiro mestre de obras, e Pedro Fernandes Vianna da Silva, o engenheiro fiscal. De altura, o Cristo possui 30 metros e três centímetros. Com a base, que mede 8 metros e abriga o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, fica a imagem com 38m e três centímetros. De envergadura, possui o Cristo 29,60m, sendo que o braço esquerdo é imperceptivelmente menor 40cm, para dar maior estabilidade à imagem. A cabeça do Cristo está inclinada 33cm para a frente e a aparente coroa é na realidade o para-raios. No dia 12 de outubro de 1931, dia da inauguração do monumento, um verdadeiro show de tecnologia estava preparado para a cerimônia de inauguração. A iluminação do Cristo seria acionada a partir da Itália, de onde o cientista Guglielmo Marconi, a convite do jornalista Assis Chateaubriand, emitiria um sinal elétrico que seria retransmitido para uma antena no bairro carioca de Jacarepaguá. Por conta das condições climáticas, a iluminação foi acionada da própria cidade do Rio de Janeiro, o que não afetou de forma alguma a grandiosidade do evento. Por sua imponência e grande reconhecimento internacional, foi eleito e apresentado publicamente no Estádio da Luz, na cidade de Lisboa, no dia 7 de julho de 2007, como uma das sete maravilhas do mundo moderno, ao lado da muralha da China, Coliseu na Itália, Machu Picchu no Peru, Petra na Jordânia, Taj Mahal na Índia e Chichén Itzá no México.  A escolha, promovida pela New Open World Foundation, contou com mais de cem milhões de votos, através de telefones celulares e da internet, enviados de todas as partes do mundo. Além de ser considerado o primeiro e maior monumento art déco do mundo, em 2009 o Guinness World Records considerou o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo do mundo. Mais uma mostra da grandiosidade desta construção. Ao celebramos os 85 anos do monumento ao Cristo Redentor, este belo símbolo de fé que marca a nossa cidade, queremos pedir ao Cristo, dentro do contexto do Ano Santo da Misericórdia, que vai caminhando para a sua clausura, e da abertura do Ano Mariano no Brasil e da família em enfoque vocacional em nossa Arquidiocese, que sempre nos abençoe, dando-nos a cada um de nós o dom do amor, da paz, da fé e da fraternidade. Cristo sempre está de braços abertos a todos e, assim, acolhe a todos sem distinção. Sintamo-nos acolhidos e abraçados por Ele. Orani  João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Rio de Janeiro (RV) - A cada ano no Brasil, desde a década de 1970, a Igreja tem a graça de celebrar em setembro o Mês da Bíblia. O mês foi escolhido porque no dia 30 comemoramos o Dia de São Jerônimo. No domingo próximo a esse dia celebramos também o Dia Nacional da Bíblia. Neste mês ressaltamos ainda mais a importância da Sagrada Escritura em nossas vidas. Porém, as Sagradas Escrituras estão presentes em todas as celebrações, reuniões, leituras que fazemos a cada dia. Com a Tradição da Igreja podemos ler a Bíblia e encontrar nela o rosto da Palavra (Verbo) feita carne, Jesus Cristo, nosso Senhor. A cada ano temos um tema e um lema nesse mês, além de um dos livros da Bíblia para conhecer melhor. O tema deste ano (e dos próximos) é: “Para que n´Ele nossos povos tenham vida”, e o lema (de acordo com o tema do livro bíblico) “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus”. O Mês da Bíblia 2016 traz como proposta o estudo do livro do profeta Miquéias, que ilumina o lema anual. Como é proposta da Igreja, além da Lectio Divina, da acolhida da Palavra de Deus, o livro bíblico escolhido é para ser também estudado e conhecido melhor. Miquéias atuou como profeta durante os governos dos reis Joatão (740-736), Acaz (736-716) e Ezequias (716-687), isto é, entre os anos 740 e 687aC. O texto base do Mês da Bíblia diz que algumas das palavras de Deus para Miquéias se referiam a Samaria, que foi destruída pelos assírios em 722. Nas suas profecias, Miquéias faz alusão a um desastre militar que arrasou grande parte das cidades de Judá (cf. Mq 1,10-16). Trata-se da invasão do exército da Assíria que aconteceu em 701 (cf. Is 5,26-30). Isso significa que a atuação profética de Miquéias começou antes de 722 e foi até depois de 701. Miquéias era contemporâneo dos profetas Oseias e Isaías, que atuaram na mesma época: Oséias na Samaria, Isaías em Jerusalém. Miquéias era um homem do povo, bem do interior. Criado na roça, sua linguagem é simples e direta. Não usa meio termo e vai direto ao assunto. Ele vive muito identificado com o povo rural, que era explorado e oprimido pelos grandes (Mq 2,1-2). Miquéias é um lavrador que observava como as terras dos pobres eram tomadas e invadidas (Mq 2,2). Ele denuncia a terrível dominação que os grandes impunham ao povo trabalhador (Mq 3,3; 3,9-11). Faz denúncias muito fortes contra Judá e contra Samaria e indica as causas: exploração, propinas, corrupção, vontade de ganhar dinheiro sem preocupação com os pobres. Miquéias era um homem da esperança. Ele lembra como era a vida do povo no passado, bem no começo, “nos dias da saída da terra do Egito” (Mq 7,15). Ele espera o mesmo para o futuro: terra ampla, desde Galaad até Basan, desde o Mar Morto até o Mar Mediterrâneo, desde a montanha do Hermon até o Monte Horeb, a montanha de Deus (cf. Mq 7,11-12.14). Assim, ele transforma a saudade em esperança. Compara este passado tão bonito com a situação presente, em que ele e os pequenos eram obrigados a viver. E se pergunta: Por que as coisas são assim? Não deveriam ser assim! Então, como deveriam ser? É aqui que entra o significado do nome. Ele se chama Miquéias, Mi-ca-ya, “quem é como Yhwh!”? Desde pequeno, ele deve ter se perguntado muitas vezes: Por que me deram esse nome? O que significa este nome para mim, para minha missão? Todas essas coisas fo¬ram provocando as profecias de Miquéias, conservadas nos sete capítulos do livro que traz o seu nome. Miquéias era um homem de fé! Para ele, tudo vem de Deus (Mq 7,18-20). Sua fé transparece nos sete capítulos do seu livro. Uma fé simples e pura. Miquéias usa imagens bonitas para expressar a esperança que o anima. Em suas visões, ele vê Deus como um pastor que vai condu¬zir o seu povo (Mq 2,12; 4,6-7), e o povo será como um rebanho tranquilo (Mq 7,14-15). Sião vai ser um sinal no mundo inteiro (Mq 4,1), vai ser “a montanha de Deus” (Mq 4,1-2). De Sião, a lei de Deus vai se irradiar entre os povos (Mq 4,2b). As espadas irão se transformar em arados, e haverá paz (Mq 4,3), cada qual na sua terra, tranquilo e feliz (Mq 4,4). Vai ser como o orvalho para a terra seca (Mq 5,6). Deus, ele mesmo, vai ser a luz (Mq 7,8). A terra do povo será alargada com as fronteiras do tempo do êxodo (Mq 7,12), e a terra dos inimigos ficará vazia (Mq 7,13). Todas as nações o verão (Mq 7,16-17). O livro de Miquéias tem sete capítulos, divididos em duas partes: capítulos 1 a 5 e capítulos 6 e 7. Em cada uma dessas duas partes existem denúncias de condenação e anúncios de esperança. Na primeira parte: os capítulos 1 a 3 são denúncias, e os capítulos 4 e 5 trazem anúncios de es¬perança. Na segunda parte: o capítulo 6 traz denúncias e o capítulo 7 traz anúncios de esperança. Três textos de Miquéias, com valores muito diversos, tiveram especial importância para os autores neotestamentários. O mais conhecido é 5,1 (“E tu, Belém...”), citado em Mt 2, 6; Jo 7,42. Também 7,20, que fala da fidelidade de Deus aos antepassados do povo de Israel, é retomado no Magnificat (Lc 1,55) e em Rm 15,8. Enfim, 7,6, que apresenta as desavenças familiares como o maior argumento da falta de lealdade e de fidelidade, é citado ou recordado em Mt 10, 21.35; Mc13,12 e Lc 12,53 para descrever as trágicas consequências da atividade de Jesus. Que os grupos de reflexão, círculos bíblicos, pequenas comunidades em forma de Lectio Divina, ou leitura orante da Bíblia, junto com os estudos estilo acadêmicos do Profeta Miquéias, aproveitem este mês para conhecer ainda mais o contexto do livro e do profeta, e dar passos para que a Palavra ilumine sempre nossos caminhos. Que neste mês de setembro, conduzido pela temática e pelo livro do profeta Miquéias, a esperança tome conta dos nossos corações e da nossa vida, particularmente neste momento em que o Brasil precisa de unidade e de concórdia para um recomeço iluminado pela Palavra de Deus. Que este mês possa despertar ainda mais em nós a vontade do estudo e do aprofundamento dos textos bíblicos, pois, como diz a música: “tua Palavra é lâmpada para meus pés e luz para os meus caminhos”. Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Passo Fundo (RV) - As comemorações da Semana da Pátria são uma oportunidade para colocar em pauta a nação brasileira. O que fazer para homenagear a Pátria? Como e o que comemorar? Do que se lamentar ou orgulhar? Enfim, o que é importante na Semana da Pátria? Recordar a história da nação sempre se faz necessário. Conhecer melhor o passado mais distante até os acontecimentos mais recentes ajuda a situar o tempo presente. Esta terra acolheu e acolhe imigrantes em busca de melhores condições de vida para si, para os familiares e descendentes. Pessoas de povos diferentes encontraram seu espaço aqui como nova Pátria. Do encontro desta variedade de origens foi-se moldando o povo brasileiro. Nos registros da história, encontram-se poucas pessoas como construtoras do país. Não pode ser esquecida a multidão anônima que exerceu um papel fundamental para o desenvolvimento do Brasil, particularmente os indígenas, os escravos e trabalhadores de atividades menos valorizadas, seja pelo salário, pelo reconhecimento ou pelo seu espaço social. A nação brasileira é marcada por frequentes crises - sejam de ordem econômica, social, política, estrutural. Desde a Proclamação da Independência elas se manifestam gerando instabilidade e insegurança. Agora, vive-se mais uma. As crises oferecem-se como uma oportunidade de fazer os ajustes e rever as estruturas existentes promovendo as devidas reformas. A nação é maior que o governo. A responsabilidade de cuidar da Pátria amada não é exclusividade do governo, por mais necessário que seja. Sem autoridades legitimamente constituídas a nação vira um caos e a realização do bem comum torna-se inviável. As estruturas governamentais são imprescindíveis, mas elas não podem e nem devem impedir iniciativas pessoais, de grupos, de associações da sociedade civil na construção da nação. As ações governamentais não conseguem realizar tudo o que é necessário.  Na doutrina social da Igreja defendem-se princípios, como a subsidiariedade e a participação. O estado coloca-se em atitude de ajuda, de subsídio, de apoio, promoção e incremento em relação às iniciativas da sociedade civil e de pessoas. Não pode impedir as iniciativas, tolher a liberdade e tirar a responsabilidade. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido. De amor e de esperança à terra desce” canta o Hino Nacional. São grandes os sonhos para a Pátria amada. Sonha quem está vivo, quem não está conformado. Sonha o otimista que tem os pés no chão. Muitos sonhos ainda estão distantes de se concretizarem, mesmo parcialmente. E quando um sonho é realizado, logo se sonha com algo novo. O mesmo hino que ensina a sonhar, também convida para a esperança. Esperança que é virtude teologal. Sem a esperança o sonho se torna uma ilusão. Com a esperança o sonho de torna projeto, estímulo, incentivo, desafio. Os antepassados fizeram a sua parte com seus sonhos, agora é a hora de fazer a nossa parte. Dom Rodolfo Luís Weber Arcebispo de Passo Fundo

Rio de Janeiro (RV*) - No quarto domingo de agosto, dentro do mês vocacional, celebramos a vocação dos leigos e leigas e, no último domingo, o Dia do Catequista. Neste ano ambos caem no mesmo domingo, pois temos apenas quatro domingos em agosto. Neste domingo, a Igreja insiste no protagonismo dos leigos, seja nos âmbitos da fé e da comunidade eclesial, mas preferencialmente na esfera do mundo. O leigo cristão tem a missão de ser o fermento de transformação profunda das realidades temporais, vivendo na comunhão da Igreja. Na Igreja no Brasil temos um número muito grande de catequistas. São homens e mulheres que, cientes de sua responsabilidade cristã, assumem o serviço de educar e formar crianças, jovens e adultos, preparando-os não só para os sacramentos, de modo particular a Santa Eucaristia, mas para testemunhar com a própria vida a pessoa de Jesus e o seu Evangelho. Da catequese familiar e eclesial dependem a maturidade da fé dos cristãos e a vivacidade e o testemunho da Igreja. A vocação dos catequistas é uma das mais importantes na fé católica, porque eles são os transmissores da fé recebida de nossos pais. Ser catequista é ter consciência de ser chamado e enviado para educar e formar na fé. Sabemos que há diversidade de dons e de ministérios, mas o Espírito Santo é o mesmo. Existem diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que age em todos e realiza tudo em todos. É assim que nos diz a Bíblia, a Palavra de Deus. Carisma é um dom do alto, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades e serviços em vista da evangelização e da salvação. Todo catequista tem um carisma e recebe este dom, que assume a forma do serviço da catequese na comunidade. É uma graça acolhida e reconhecida pela comunidade eclesial, que comporta estabilidade e responsabilidade. Ser catequista é uma vocação e uma missão. Uma das preocupações fundamentais da Igreja hoje é a formação de seus agentes pastorais. Temos necessidade de muitos e santos evangelizadores. A vocação é essencialmente eclesial e está destinada ao serviço e ao bem da comunidade. A Igreja, como assembleia dos vocacionados à santidade, tem o compromisso e o dever de preparar, adequadamente, seus filhos e filhos para que realizem, com fé, amor e eficácia, o projeto de evangelização. Pela catequese, a Igreja contribui para que cada batizado cresça, amadureça e frutifique sua fé. Sabemos que uma das tarefas mais importantes da Igreja é ajudar cada um a encontrar seu projeto de vida, a perceber o chamado de Deus. Aos fiéis leigos e leigas compete, por vocação própria, buscar o Reino de Deus ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo o Criador. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias ordinárias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através de sua própria função.  A eles compete muito especialmente esclarecer e ordenar todas as coisas temporais, com as quais estão intimamente comprometidos, de tal maneira que sempre se realizem segundo o espírito de Cristo, se desenvolvam e louvem o Criador e o Redentor. Por isso, neste domingo, de modo especial, rezemos por todos os leigos e por todos os catequistas para que sejam “Sal da terra e luz do mundo”. O Papa Francisco, enquanto Arcebispo de Buenos Aires, em agosto de 2001, dirigiu a seguinte mensagem intitulada “Deixar-se encontrar para facilitar o encontro”, aos seus catequistas, em que disse: “A catequese necessita de catequistas santos, que contagiem com sua própria presença, que ajudem, com seu testemunho de vida, a superar uma civilização individualista, dominada por uma ‘ética minimalista e uma religiosidade superficial’. Hoje, mais do que nunca, urge a necessidade de se deixar encontrar pelo Amor, que sempre tem a iniciativa para ajudar os homens a experimentar a Boa-Nova do encontro”. (cf. Anunciar o Evangelho – Mensagens aos catequistas, Cardeal Bergoglio, Ecclesiae, pág. 18). Continua o futuro Papa: “Mas todos esperam, buscam. desejam ver Jesus. E por isso necessitam dos que creem, especialmente dos catequistas que ‘não só lhes falem de Cristo, mas também que de certa forma lh’O façam ver... Mas, o nosso testemunho seria excessivamente pobre se não fôssemos primeiro contemplativos do seu rosto”. (Obra citada, pág. 19). Já como Romano Pontífice, o Papa Francisco ensinou a receita do catequista que: "partir novamente de Cristo significa imitá-Lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, se descentra! Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, o descentra e abre você aos outros”. "O coração do catequista vive sempre esse movimento de 'sistole – diastole': união com Jesus – encontro com o outro. Sistole – diastole. Se falta um desses dois movimentos, não bate mais, não pode viver". A pessoa do catequista é fundamental para a vida da Igreja. Por meio dela a Igreja vai exercendo de um modo específico a “educação da fé”. Bela missão, rica de possibilidades e também de desafios imensos. Ao percorrer um ano de atividades, nas suas mais variadas expressões e condições, segundo as diversas realidades pessoais, culturais, geográficas e mesmo de experiência de fé, convidamos todas as pessoas que exercem essa bela e árdua missão a lançarem um olhar sobre o caminho percorrido, para avaliação e um olhar para o futuro, para programação. Para cumprir bem sua missão, o catequista deve ser uma pessoa inserida na comunidade eclesial, ter um espírito de abertura e humildade para procurar sempre crescer. É indispensável que o catequista tenha uma experiência pessoal e comunitária da fé para que sua missão seja frutuosa. Importante, ainda, é a participação do catequista em cursos de capacitação, mas é necessário também que tenha consciência de ser membro de uma equipe que trabalha para o mesmo objetivo e, por isso, deve cultivar uma vida comum, refletir, organizar, trabalhar e avaliar junto e, ainda, celebrar comunitariamente a fé e a missão. Ao cumprimentar todos os queridos catequistas e as queridas catequistas de nossa Arquidiocese, expoentes fundamentais da transmissão da fé católica e da educação das novas gerações, o faço com o coração em festa, e espero que chegue a cada um e a cada uma meu mais comovente “Deus lhe pague” pelo seu trabalho. Sei que o seu abençoado trabalho é feito em nome de Cristo. Por isso, são atualíssimas as palavras do Papa Francisco que vão nos guiar neste dia, em ação de graças por cada catequista de nossa Igreja: “Cada ser humano precisa sempre mais de Cristo, e a evangelização não deveria deixar que alguém se contente com pouco, mas possa dizer com plena verdade: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20)”. (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 160). Nossos catequistas poderão dizer com santa felicidade: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Essa é a nossa fé, a nossa missão: viver para Cristo e anunciá-Lo e testemunhá-Lo a todos. Sejamos eficazes nesta nossa santa missão. Que a Virgem Aparecida nos ilumine e continue fortalecendo todos os nossos catequistas! *Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

No programa passado, o Padre Gerson Schmidt, encardinado na Arquidiocese de Porto Alegre, refletiu sobre a centralidade da Pessoa de Cristo na Igreja, ilustrando o tema com uma frase do Pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa: “De fato, não se aceita a Cristo por amor a Igreja, mas aceita-se a Igreja por amor a Cristo”, motivo pela qual a Eclesiologia do Concilio Vaticano II só se entende melhor dentro da Cristologia. Na edição de hoje, Padre Gerson nos traz uma reflexão sobre "A Igreja como esposa de Cristo": "Uma das imagens muito bonitas, utilizadas pela Lumen Gentium, referindo-se a Igreja é que ela é a Esposa de Cristo. Já falamos aqui das outras imagens: Igreja como povo de Deus, Corpo de Cristo. Hoje acentuamos a imagem da Igreja como Esposa de Cristo, imagem esta recordada pelo pregador da Casa Pontifícia, Ramiero Cantalamessa, no advento do ano passado, quando recordou os 50 anos da Lumen Gentium, na perspectiva não teológica, mas espiritual. Passados cinquenta anos após o fim do Concílio, São João Paulo II - na sua Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte – dizia que era possível restabelecer o equilíbrio entre esta visão da Igreja condicionada pelos debates do momento, e a visão espiritual e mistérica do Novo Testamento e dos Padres da Igreja. A pergunta fundamental não é “O que é a Igreja”, mas é “quem é a Igreja?”. A grande resposta que aqui podemos dar, a partir da reflexão dos padres conciliares que a Igreja é corpo e esposa de Cristo. A alma e o conteúdo cristológico da Lumen Gentium (LG) emergem especialmente no capítulo I, onde se apresenta a Igreja como a esposa de Cristo e corpo de Cristo. Para o título de esposa, se lê assim na Lumen Gentium, número seis: A Igreja, chamada «Jerusalém do alto» e «nossa mãe» (Gál. 4,26; cfr. Apoc. 12,17), é também descrita como esposa imaculada do Cordeiro imaculado (Apoc. 19,7; 21,2. 9; 22,17), a qual Cristo ‘amou e por quem Se entregou, para a santificar’ (Ef. 5, 25-26), uniu a Si por um indissolúvel vínculo, e sem cessar ‘alimenta e conserva’ (Ef. 5,29), a qual, purificada, quis unida a Si e submissa no amor e fidelidade (cfr. Ef. 5,24), (LG, 6). As grandes referências utilizadas aqui, nessa imagem da Igreja como esposa de Cristo, são tiradas da Carta de São Paulo aos Efésios, onde Paulo faz uma belíssima comparação do amor esponsal de Cristo que se entregou por inteiro, na cruz por amor a Igreja como o é o matrimônio cristão. Da mesma forma, como Cristo amou a sua Igreja e se entregou a ela, no matrimônio, os maridos devem amar as suas esposas. Há uma unidade esponsal de Cristo com sua Igreja da mesma maneira que no matrimônio. Também aqui foi mérito do então Cardeal Ratzinger o ter destacado a intrínseca relação entre estas duas imagens da Igreja: a Igreja é corpo de Cristo porque é esposa de Cristo! Em outras palavras, na origem da imagem paulina da Igreja como corpo de Cristo não está a metáfora estóica da concórdia das partes no corpo humano (embora as vezes ele utiliza também esta aplicação, como em Rom 12, 4 ss em 1 Cor 12, 12 ss), mas há a ideia esponsal da única carne que o homem e a mulher formam unindo-se em matrimônio (Ef 5, 29-32) e ainda mais a ideia eucarística do único corpo que formam aqueles que comem o mesmo pão: “Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos do mesmo pão.”(1 Cor 10, 17)[4]. Da mesma forma como homem e mulher se tornam uma só carne pelo amor esponsal, pela entrega mútua dos corpos, desta maneira a Igreja também se torna uma só carne, o corpo místico de Cristo, pela entrega de Cristo na cruz, uma vez por todas pela Igreja, pela salvação de todos. Deixemos essa frase do Cardeal Ratzinger ecoar hoje: “a Igreja é corpo de Cristo porque é esposa de Cristo!”. Portanto, há aqui uma esponsalidade, uma aliança, um amor mútuo, uma entrega, uma unidade indivisível entre Cristo e a Igreja. Bem por isso, entendemos quando Saulo escuta a voz no Caminho de Damasco: “Eu sou o Cristo a quem tu persegues”. Perseguindo os cristãos, Saulo estava perseguindo o próprio Cristo".

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